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Asa Norte Consultoria

Redução da jornada pode pressionar custos e exigir novas escalas

A possível redução gradual da jornada semanal, sem diminuição dos salários, deve levar empresas a rever equipes, horários e escalas. Segundo reportagem do Diário do Comércio publicada em 4 de novembro de 2026, negócios que precisam manter atendimento contínuo podem ter de contratar mais trabalhadores ou reorganizar a operação. Para empresas menores, com menos margem financeira, absorver os custos adicionais pode ser especialmente difícil.

A matéria informa que a mudança prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com uma etapa intermediária de 42 horas. O texto não detalha o calendário de implementação. Por isso, os impactos e a necessidade de adaptação dependem das regras aplicáveis e das características de cada atividade.

Como os custos podem mudar?

O efeito na folha depende da jornada atual, do número de funcionários e do horário de funcionamento. Com menos horas disponíveis por trabalhador e manutenção dos salários, pode aumentar o custo relativo de cada hora trabalhada. A reportagem cita estimativa de uma advogada trabalhista de que, ao fim da transição, o valor da hora subiria cerca de 10%. Para manter a cobertura, as empresas poderiam precisar de aproximadamente 10% mais horas, por meio de contratações, horas extras ou reorganização das escalas.

As projeções variam conforme o setor e devem ser entendidas como estimativas das entidades e empresas ouvidas pela reportagem. A CNI calcula que os custos de produção poderiam subir até R$ 267,2 bilhões, com possível queda de 0,7% do PIB, equivalente a R$ 76,9 bilhões, e alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Já um empresário do setor de restaurantes estima aumento de 8% nos gastos com mão de obra; uma rede de clínicas de vacinação calcula alta de aproximadamente 15% na folha.

Quais alternativas os negócios avaliam?

Restaurantes relatam mudanças em horários de funcionamento, contratação de freelancers e uso de contratos temporários. Na segurança privada, a cobertura de postos 24 horas pode exigir equipes maiores. Clínicas testam escalas e avaliam automação de tarefas. Em diferentes segmentos, a reportagem também aponta reorganização de turnos, treinamento, tecnologia e ganhos de produtividade como caminhos considerados pelas empresas.

Uma pesquisa da Robert Half citada na matéria indica que 42% das empresas consultadas planejavam ampliar equipes permanentes em 2026; 28% pretendiam aumentar contratações temporárias e 22%, contratações por projeto. A dificuldade de encontrar profissionais qualificados também aparece como desafio: 25% dos empregadores ouvidos relataram escassez de talentos.

O que considerar no planejamento?

  • Mapeie jornadas, horários de pico e períodos em que a operação precisa permanecer aberta.
  • Simule cenários de escala, contratação e horas extras, considerando os custos de cada alternativa.
  • Avalie se ajustes de funcionamento, capacitação ou automação podem ajudar a manter a produtividade.
  • Acompanhe a definição das regras e procure orientação especializada antes de alterar jornadas ou contratos.

Orientação da ASA NORTE CONSULTORIA: faça um diagnóstico da jornada e dos custos atuais da equipe antes de decidir por contratações ou mudanças operacionais. Como os efeitos dependem do setor e das regras aplicáveis, planeje com cautela e valide as decisões trabalhistas com profissionais habilitados.

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Fonte jornalística: Diário do Comércio. Crédito editorial: ASA NORTE CONSULTORIA. Conteúdo informativo, elaborado com base na matéria indicada; não substitui análise profissional nem orientação jurídica ou trabalhista individualizada.

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